NADA ESCAPA À SOBERANIA DE CRISTO.

Ef 1.20-21: “Que manifestou em Cristo, ressuscitando-o dos mortos e pondo-o à sua direita nos céus, 21 acima de todo principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro.

V. 20 – Aqui se descreve onde e como Deus evidenciou esse seu extraordinário poder.
Onde: Ele o evidenciou na pessoa de Jesus Cristo.

Como: O modo pelo qual o poder foi evidenciado foi duplo:

a) pela ressurreição de Jesus dentre os mortos. Com isso, o maior poder contrário à vida, a morte, foi definitivamente vencido; e

b) pela sua entronização à destra de Deus.

Com isso Deus outorga a Jesus seu poder de rei, de reinado, de regência. O assentar-se de Jesus à mão direita representa participação no poder de Deus.

Nordstokke destaca que “à direita” quer dizer = destra de Deus. “Destra” afirma algo mais do que a mera presença de Jesus ao lado direito de Deus Pai. Ora, “a metáfora ‘mão’ expressa o poder de Deus e sua atuação no mundo para salvar o seu povo. Foi por essa mão que Javé libertou da escravidão no Egito (Êx 15.6).

É nessa tradição que os cristãos confessam que Jesus está sentado à destra de Deus Pai, pois nessa posição ele ‘intercede por nós’ (Rm 8.34) e garante que nenhum poder alheio possa ‘separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor’ (Rm 8.39).

No final do v. 20 e no v. 21, a carta localiza a referida “destra de Deus” – ela se encontra “nos lugares celestiais”, muito acima (grego: hyperanō) de todos os demais poderes.

O v. 21 afirma que Deus exaltou Jesus muito acima de todos os demais poderes. Quem são esses poderes bem acima dos quais/sobre os quais Cristo exerce seu domínio? Os exegetas afirmam que não é mais possível delimitar exatamente o sentido dos quatro poderes mencionados (principados, potestades, poderes e domínios), mesmo porque o próprio NT não apresenta interesse em descrevê-los ou caracterizar sua essência separadamente.

Todos eles constituem o que Efésios 6.12 resume como sendo as “forças espirituais do mal nas regiões celestes”. Interessante é também que a carta pode resumi-los num só termo ou expressão, como em 2.2 (o “príncipe da potestade do ar”) ou em 6.11 (o “diabo”).

Além dos quatro poderes mencionados, há, por fim, ainda a menção a “todo nome que se possa referir”. A referência quer deixar claro: nada escapa à soberania de Cristo.

Prof. Vicente P. Leite

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